Durante sua visita à China, Lula propôs a utilização de uma moeda distinta do dólar para o comércio entre os países do Brics.

 Durante a cerimônia de posse de Dilma no comando do banco do grupo Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o presidente afirmou que é necessário contar com uma moeda que possa proporcionar uma situação mais estável aos países.

Durante a cerimônia de posse de Dilma Rousseff como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) em Xangai, o presidente Lula do Partido dos Trabalhadores (PT) defendeu o uso de uma moeda alternativa ao dólar nas relações comerciais internacionais entre os países do Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Lula questionou por que o Brics não poderia ter uma moeda própria para financiar as relações comerciais entre os países membros. Ele argumentou que o século 21 pode mudar a forma como as coisas são feitas e ajudar a criar uma situação mais estável para os países do grupo. Lula ainda propôs que os países usem suas próprias moedas para as relações comerciais, sem a necessidade de utilizar o dólar, e que os bancos centrais possam cuidar disso.

O presidente destacou que a escolha do dólar como a principal moeda de reserva global não levou em conta a necessidade de ter uma moeda que pudesse transformar os países em uma situação mais tranquila. Ele argumentou que outras moedas como o iene, o real ou o peso poderiam ter sido escolhidas.

O Brics é composto por algumas das maiores economias do mundo, e segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a China é a segunda maior economia mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

Recentemente, o Banco Central do Brasil fechou um acordo com a China para conversão direta de moedas em operações comerciais, sem a necessidade de intermediação do dólar americano.

Lula está em viagem pela Ásia, onde discute principalmente a relação comercial com a China, maior parceiro de negócios do Brasil, além de questões de governança global e a guerra entre Rússia e Ucrânia.

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